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A IX Feira Japonesa do Recife será no domingo 27 de novembro de 2005, das 10 às 22 horas, no tradicional Bairro do Recife: Rua do Bom Jesus, Praça Arsenal da Marinha e Rua Domingos José Martins.

NÃO FALTEM!!!

O espírito forte, e destemido do samurai, é o tema deste ano. Samurai ou Bushi, “aquele que serve ao senhor”, foram guerreiros civis que trabalhavam para os senhores feudais (xoguns) para lhes servir fielmente e defender seus domínios (xogunatos). Constituíram a elite guerreira que dominou o Japão por cerca de 700 anos (1185 à 1867), época em que os xoguns eram famosos e detinham forte poder. Sua principal arma era psicológica e moral, coragem, honra e lealdade eram princípios básicos do bushido (Código de Honra). Hoje o espírito samurai ainda está presente no Japão: as artes marciais são praticadas nas escolas, no “Dia dos Meninos”, é evocada a força dos samurais e os mangás/animés modernizam seu vigor.
Este ano teremos atração cultural internacional e nacional. De Nova York vêm o japonês Akira Satake especialista em banjo/shamisen (banjo japonês), tocando num estilo próprio e inovador e Antoine Silverman, primeiro violinista do show Dirty Rotten Scoundrels, da Broadway. De Ribeirão Pires/SP vêm os dançarinos do Grupo Min-bu, que, juntamente com os jovens da comunidade japonesa do Recife, apresentarão novos lances da vigorosa dança contemporânea, yosakoi-soran, dos festivais de Hokkaido, ao norte do Japão.
Na Rua do Bom Jesus, decorada com elementos japoneses, teremos os patrocinadores e a feira de variedades, (exposição de peças originais do artesanato japonês, ikebanas, temari, objetos de decoração ou utilitários, carpas, religião, origami, shiatsu, reike, etc;), na travessa do Bom Jesus as barracas de

Cartaz Feira

comida oferecem pratos típicos (sushi, yakisoba, harumaki, yakitori...), a turma do anime e do manga con-centra-se na rua Domingos José Martins com objetos, re-vistas e exibições, lá também realizam-se campeonatos de “go” e “shoguí” (jogos de mesa). Os bonsais ficam no centro da praça Arsenal da Marinha. As crianças têm um espaço e momento especial para atividades diversas e oficina de origami.
O palco, estrategicamente localizado, será a base para diversas atividades: so-lenidade de abertura (kagami biraki) com a presença do Cônsul Geral do Japão e Pre-feito do Recife, coral de crian-ças japonesas, competições infantis, performances animé, karaokê, demonstrações de artes marciais, desfiles de kimonos, e as atrações culturais. O encerramento fica com o bon odori, dança tradicional que festeja as colheitas e o verão.

Samurai

Físico, templo protetor e a lâmina, o espírito poderoso, que usado com sabedoria realizava atos incríveis. Pa-ra as guerras, usavam uma armadura especial (yoroi) constituída de: ka-buto (capacete), sode (defesa das cos-tas), do (couraça protegendo o tórax), kote (defesa do braço), kusazuri (defesa do fêmur superior), haidate (defesa do fêmur inferior), suneate (defesa da tíbia).Samurai
Sua principal arma era psicológica e moral. Regido por um rígido código de honra, bushido (caminho do guerreiro), onde coragem, honra e lealdade eram princípios básicos. Matar ou morrer era conseqüência da defesa do seu senhor ou de sua reputação. Morrer sempre com dignidade seja na luta, seja praticando o harakiri ou seppuku, rituais de sui-cídio pelo corte do ventre com a pró-pria espada, caso falhasse ao seu senhor ou pra-ticasse ato de desonra para si ou seus fa-miliares. O título (daimyo) era concedido por um senhor feudal ou chefe de distrito. Antes de conquistar o título, ou se por descuido ou negligência perdesse o título, era um ronin. sem senhor, sem emprego, sem sustento, por vezes envolviam-se com banditismo. Inicialmente, qualquer cidadão poderia ser um samurai, porém quando passou a se constituir a mais alta classe social, o título bushi passava de pai para filho.
As mulheres tiveram papel importante no tempo dos samurais, dominavam também as artes marciais e eram hábeis no uso da naginata, espécie de lança. Em tempo de guerra, governavam e defendiam as propriedades.
Estudos indicam que o cristianismo esteve presente no Japão durante uns 50 anos (Século XVI) e que missionários jesuítas converteram xoguns e samurais que, inclusive, portavam rosários e gritavam louvores a santos por ocasião de batalhas. Depois a re-ligião foi proibida e os adeptos per-seguidos.

Samurai A filosofia de bushi está na morte”. Frase contida no livro sagrado dos samurais, Hagakure (1716)... “quando estiver no limiar entre a vida e a morte , deve-se posicionar pelo lado da morte, pensar toda manhã na sua forma de morrer, imaginando sua imagem gloriosa na morte” Bushi ou Samurai, conforme o significado da palavra, “aquele que serve e segue o senhor”, foram guerreiros civis a serviço dos senhores feudais, que os contratavam para defender seus domínios. Além de remuneração, desfrutavam de conceitos diferenciados e privilégios, tanto no próprio feudo, como na sociedade como um todo, constituindo-se a elite guerreira que dominou o Japão por cerca de 700 anos (1185 à 1867). O crescimento e fortalecimento des-ses feudos deram lugar aos xogu-natos, onde os senhores proprietários eram os xoguns, muitos deles po-derosos e famosos chegando a superar o poder do imperador.
Respeitados, não tinham obri-gação de trabalhar, porém mantinham atividade permanente de preparo fí-sico e espiritual, para a guerra e para a morte. Estudavam e praticavam as ar-tes marciais, a fim de dominar firme-mente a tática de luta. Cultivavam diariamente a força da mente e do pensamento. Era freqüente cuidarem da aparência, tomavam banho de o-furô, se perfumavam, raspavam par-cialmente os cabelos para fazer o penteado tradicional com rabos de cavalo, poliam as unhas e portavam rouge para restabelecer a aparência em caso de apatia. Ao partir para a guerra, se maquiavam e perfumavam seu elmo e a armadura. Adeptos do Bu-dismo, Shintoismo ou Confucionismo, cultivavam as artes e praticavam ike-bana, escultura, cerimônia do chá, entre outras.
Eram figuras arrogantes, que se destacavam em qualquer ambiente. Vestidos de kimono, sobre o qual usavam uma calça larga como uma saia, jaqueta curta e na cintura, presas ao obi (faixa que segura o quimono), as duas espadas que eram o distintivo do samurai: katana, (longa, de 60 a 90 cm) e wakisashi (curta, de 30 a 60 cm), ambas com o corte virado para cima, sempre ao lado esquerdo. O katana, arma preciosa, era o mais nobre instrumento do guerreiro e só podia ser manejado por um samurai. A bainha simbolizava o corpo

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