O Consulado Geral Honorário do Japão e a Casa do Japão na Bahia são liderados pelo caprichoso Cônsul Honorário Hemiltom Moreira Rosa e ocupam o mesmo espaço: uma sala espaçosa num terceiro andar de um prédio tombado, cedido pelo Estado. Situação semelhante à Casa do Japão do Recife, no caso, cedida pela Prefeitura do Recife.
O Cônsul Hemilton procura ambientá-la com elementos que expressem o Japão. Na entrada, o Brasão Oficial e tapete indicativo e na sala, posters, luminárias, objetos do artesanato e bandeiras. Uma biblioteca reúne cerca de 280 volumes, entre livros e impressos sobre temas relacionados com o Japão. Entretanto, há projeto de mudança: outro ambiente uma casa - está sendo preparado para abrigar o consulado, compartilhado com o Projeto Maracangalha. Um jardim, estilo japonês, proporciona característica própria ao local.l
Nesta hora em que o Brasil e o Japão se preparam para comemorar em 2008, os 100 anos da imigração japonesa para o Brasil, iniciada em 18 de junho de 1908 ,pelos 781 japoneses que chegaram ao porto de Santos a bordo do navio Kasato-maru e contratados para trabalhar nas fazendas de café, vale a pena registrar que japoneses já estiveram no Brasil há mais de 200 anos.
Foi em Santa Catarina, em novembro de 1803, que um grupo de quatro japoneses viajando no navio de expedição científica russo Nadiezheda, em excursão de São Petersburg para o Japão pela rota do Atlântico, pisaram em terras brasileiras. Impressões sobre o Brasil/Santa Catarina, onde aportaram, estão registradas no livro Kankai Ibun (Informações exóticas ouvidas na viagem ao redor do mundo) organizado por Gentaku OTSUKI e Hiroyuki SHIMURA, com 15 volumes, escritos em língua japonesa, encontrando-se no volume 12, páginas 10 a 15, as mencionadas impressões. Este volume foi traduzido por Tomoko Kimura Gaudioso do Núcleo de Estudos Japoneses da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Diretora da Associação Sul Brasileira de Bolsistas no Japão.
Os quatro japoneses eram náufragos do Wakamiya-maru, 16 tripulantes, carga de arroz, de Sandai para Edo, em 1793, que devido a uma tempestade viajou à deriva por seis meses, indo parar no Alaska, colonizada por russos. Trabalharam na Rússia e depois de 11 anos, estavam de volta para o Japão. Do “Buracili” (Brasil) e “Ecatirina” (Santa Catarina), disseram ser grande porto. Descreveram os nativos como de pele escura (não pretos), cabelos e pêlos crespos, olhos e dentes pretos; andavam descalços e sem roupa e mascavam sempre uma espécie de resina. Do local disseram ter umas mil casas (telhas sobrepostas), um templo com cruz (rezavam parecido com os japoneses), moinhos de água, arroz só para exportação (comiam uma espécie de cola feita com farinha de milho e água), muitas árvores, frutos grandes, casca grossa com carne oleosa e doce, plantas com cachos verdes que ficam amarelos e dentro branco e doce, passarinhos de cores belas, macacos de rabos compridos, entre outras observações.
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Nos dias 27, 28 e 29 de agosto de 2004, foi realizado o I Encontro Internacional de Budo, na praia do Pontal de Maracaípe, em Ipojuca/PE, promovido pela Federação Pernambucana de Aikido e Disciplinas Associadas, em parceria com o Centro Cultural George Stobbaerts e com o Ten Chi Internacional e que teve como objetivos divulgar as artes do Budo japonês e inserir Pernambuco no circuito internacional das artes do Budo e do movimeto.
O encontro reuniu praticantes das artes do Budo, vindo de várias partes do mundo, como Bélgica, Portugal, Suíça, França e Marrocos, além de delegações de vários estados brasileiros. Teve orientação geral do Mestre Georges Stobbaerts, hanshi, embaixador mundial do yoga e 8° Dan em Aikido pela Dai Nippon Butoku Kai, reconhecido pelo governo da Índia e pela Unesco. Esteve presente o Mestre B'arek Aloui, do Marrocos, que é representante do Aikido em toda a África e diretor técnico da Associação de Aikido do Marrocos, com mais de seis mil praticantes. Pela primeira vez, a delegação marroquina esteve no Brasil.
Na ocasião foi inaugurado o primeiro dojo ao ar livre e à beira mar em todo o Nordeste. Com uma área aproximada de 360 metros quadrados, especialmente projetado para a atividade de artes marciais que têm como princípio a harmonia do corpo e da mente. Praticantes de Aikido, Tenchi Tessen, Kendo, Ykebana e Yoga tiveram, durante o evento, um espaço dedicado ao desenvolvimento e ao conhecimento das artes do movimento, como forma de reflexão pessoal.
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A Diretora Cultural da ANBEJ, Vera Avelar, tomou a iniciativa de ir ao VII Festival do Japão de São Paulo, realizado nos dias .23,24 e 25 de julho, com o objetivo de adquirir maior diversidade de idéias, para aprimorar a nossa feira.
Ciceroniada pela Coordenadora do Festival, Julia Arai, companheira no Japão, observou que um grande grupo de voluntários estava em atividade todo tempo. A equipe de palco era forte e animada, mantendo atividade contínua e contava com equipe de camarim. Artistas internacionais vieram para o festival. A comunidade japonesa participa ativamente, tanto na organização como na programação do palco e na diversificação das barracas. Grandes filas se formavam nas barracas de alimentos. Haviam estandes de empresas japonesas, do Consulado do Japão, da JICA, da ikebana e para cursos de culinária e origami. Por fim, fez contato com o Grupo Taiko Tangur Setsuk Taiko Dôso.
Durante nove dias, Vera Avelar teve ainda a oportunidade de visitar, o Festival Italiano, no bairro do Bexiga, a 26ª Festa da Azálea, em Guarulhos, e participar da inauguração do Hospital de Beneficiência Nipo-Brasileiro, também em Guarulhos. A “achiropita”, como é chamado o Festival Italiano, conta com barracas padronizadas, tabelas de preços, mesas de apoio, além de cuidado especial com o lixo.
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No dia 22 de outubro, tivemos o raro prazer de apreciar o Recital de Música Tradicional Japonesa com os grupos Shinzan-kai e Miwa-kai de São Paulo, coordenados pelos professores Shigeo Saito (shakuhachi) e Miriam Simie Saito (koto e shamisem). O evento foi uma promoção conjunta da Associação Cultural Brasil-Japão do Recife, do Curso de Especialização em Etnomusicologia da UFPE e do Conservatório Pernambucano de Música, com apoio da Universidade Federal da Paraíba, onde se apresentaram anteriormente, e do Consulado Geral do Japão no Recife.
O recital aconteceu em dois momentos: às12h, no auditório do Departamento de Música da UFPE, e, às 18h, no auditório do Conservatório Pernambucano de Música. Na programação: Ettenraku Hensôkyoku, Rokudan no Shirabe, Chidori no Kyoku, Wakaba, Haru no Umi, Asadoya Yunta e Sakura/Kôjô no Tsuki. A música tradicional japonesa, conhecida como “clássica”, apresenta vários estilos e geralmente são tocadas pelo o koto, flauta vertical, e shamisen. A principal articuladora do evento, Alice Lumi Satomi, professora de música na Universidade Federal da Paraíba, além de tocar, durante os intervalos e afinação dos instrumentos oferecia explicações sobre cada apresentação. Participações especiais: Mayara Yuri Satomi Farias e Antônio Fernandes de Farias.`l
Os japoneses do Recife estão empenhadíssimos na construção do Kaikan, ousado projeto da Associação Cultural Japonesa do Recife, sob a Presidência do Sr. Kenichi Iwata. O objetivo é proporcionar local adequado que permita reunir todas as atividades sócio culturais da comunidade japonesa e assim incentivar adultos e jovens a valorizem suas origens e contribuírem para a preservação da cultura japonesa.
A nova sede já em fase de cobertura, fica situada próximo ao Terminal Integrado de Passageiros TIP.. O Bloco A tem espaço reservado para consultório médico e odontológico, salas de aula para o curso de língua japonesa, ikebana, culinária entre outras.
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