O Monte Fuji, na sua exuberância, foi escolhido como tema da oitava edição da Feira Japonesa. Símbolo maior do Japão, posa onipotente em qualquer seqüência de fotos que pretenda transmitir imagens do país. Um cone quase perfeito, com 3.776 metros de altura, é o monte mais alto do Japão e pode ser visto de Tóquio, cerca de 100 quilômetros de distância. Montanha Sagrada recebe peregrinos todos os anos vestidos de quimonos brancos e tamancos, numa caminhada de cinco horas a partir dos 2.300 metros de altitude, em direção à cratera adormecida, num rito de purificação espiritual. Fujisam (Sr. Fuji), como também costuma ser chamado é íntimo dos japoneses, que insistem em tê-lo sempre por perto, reproduzindo sua imagem por toda parte: placas e painéis comerciais, cartões, cinzeiros, jarros, cofres, objetos diversos, até em boca de bueiro e embalagem de papel higiênico.
A atração cultural da VIII Feira Japonesa do Recife será a dança Saraodori, apresentada pelo Grupo Saraodori (Min-bu) e dançarinos locais. Originária da Ilha de Hokkaido, ao norte do Japão, a dança é dinâmica e executada em rítmo Soran. Surgida em 1991, por ocasião do Festival Yosakoi, este novo e contemporâneo estilo de ritmo e dança vem crescendo e se popularizando no Japão. Além de vigorosa, é uma dança coletiva, através da qual grupos com 40 a 150 dançarinos participam de festivais anuais. O que teremos na Feira, será uma representação do Grupo Soranodori (Min-Bu) com participação de dançarinos locais, predominando os jovens do Seinenkai.
A Feira está organizada em vários setores: palco/apresentações, patrocinadores, espaço cultural (exposições), ikebana, origami, alimentação, bonsai, ânime/mangá e feira de variedades. A programação do palco desenvolve-se a partir da Sessão de Abertura realizada pelos Cônsul e Prefeito do Recife, Cerimônia Kagami Biraque, a quebra do barril de sakê, distribuição de sakê e atração cultural. Em seqüência, a programação infanto-juvenil com jogos e performances do ânime. Daí as academias de artes marciais assumem o palco, e ao final da tarde, a segunda apresentação do Grupo Saraodori (Min-Bu), desfile de yukatas (kimono de verão) e encerramento com a popular dança bon odori, aberta à participação do público.
O Consulado Geral do Japão do Recife expõe, entre outros atrativos, peças do artesanato japonês; as senhoras da comunidade japonesa, sob a liderança da Sra Consulesa, produzem e expõem temaris e origamis; a Associação de Ikebana realiza bela amostra de arranjos florais da arte japonesa com plantas e flores regionais; brasileiras e nisseis praticam e comercializam peças em origami além de realizarem oficinas dessa arte; o grupo de bonsai organiza-se em espaço especial e realiza mini oficinas para interessados. Na feira de variedades, objetos, peças de arte e artesanato da cultura japonesa; religiões; massagens; turismo; bebidas; enfim, de tudo um pouco. O setor de alimentação é o mais atraente, a yakssoba sendo o prato mais procurado e o sushi, a maior atração para apreciadores e curiosos.l
No dia 30 de novembro de 2004, a ANBEJ completa 20 anos de fundação.
A JICA completou 50 anos de existência, também em 2004, em 6 de outubro.
No Japão, o dia 6 de outubro passou a ser chamado “International Cooperation Day” e de setembro a novembro deste ano vários eventos vêm comemorando o acontecimento. Em outubro, foram realizados o “International Cooperatin Festival”, um em Tóquio nos dias 2 e 3 e outro em Okinawa, nos dias 3 e 4; o Simpósio Internacional Sobre Cooperação, em Tokyo, dia 14; o “Yokohama Festival for International Cooperation Day”, dias 16 e 17; o “Festival of International Cooperation Day”, em Mie, e a “Interntional Coopaeration Fest”, em Hokkaido, no dia 23; e o “International Cooperation Festival”, no dia 31, em Hyogo. Para novembro o MOFA tem programado o “Simpósio Japan´s Assistence”, juntamente com a “United Nations University.”
No Recife, para comemorar os 20 anos da ANBEJ, um evento está sendo programado para janeiro, com a presença do Coordenador da JICA e deverá contemplar a confraternização anual. Esperamos proporcionar um momento significativo, afinal são duas décadas de convívio pessoal e com a cultura japonesa.
São duas décadas em que diretorias lideradas por Enos Moura, Masaro Horashi, Silvio Braga, John Pollok, Glauber Vasconcelos, Vânia Avelar e Zélia de Faria Neves se dedicam à manutenção dos laços de amizade que envolvem os nordestinos e o Japão. Laços adquiridos pela oportunidade de aprender e conviver com a cultura japonesa. Dar a mesma oportunidade a outros nordestinos de também participar dos cursos oferecidos pela JICA tem sido o empenho da ANBEJ.
Neste ano não teremos, como de costume, a festa de fim do ano. Iremos concentrar nossas alegrias no início do próximo ano. Aguardem convite com a programação.
EM MARÇO, TEREMOS ELEIÇÃO PARA NOVA DIRETORIA
E CONSELHO FISCAL. VENHA PARTICIPAR!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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