Dia 20 - Demonstração de Ikebana, Solenidade de Abertura, Palestra, Almoço de Confraternização, Apresentação das Associações ABJB (Para), ABJICA (São Paulo ) e APAEX (Paraná), Recepção na residência do Cônsul do Japão (noite); Dia 21 - Apresentação das Associações ASBBJ (Santa Catarina), ASBBJ (Rio Grande do Sul), ANBEJ (Nordeste) e ACTBJ (Rio de Janeiro) e finalmente Trabalho em Grupo que concluiu pela “Carta do Recife”.
Dia 22 - Livre para passeios.
Dia 23 - Participação na VII Feira Japonesa do Recife.
DEMONSTRAÇÃO DE IKEBANA
Antes de iniciar formalmente os trabalhos, a ANBEJ proporcionou uma demonstração de ikebana. Zélia Faria justificou o fato dizendo que poderíamos ter uma bela ikebana pronta decorando o ambiente, porém optou-se pela demonstração da arte, por ser sugestiva, provocar emoções e acrescentar conhecimentos. A professora Yoshie Yakiama explicou cada passo e significado de seus procedimentos criativos, o que suscitou perguntas e elogios. Nossos agradecimentos!
PALESTRA
Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami - LIKA
Prof. Luíz Bezerra de Carvalho
O professou Luís Bezerra de Carvalho, da Universidade Federal de Pernambuco UFPE e primeiro diretor do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami LIKA, dessa Universidade, além de sócio e ex-conselheiro da ANBEJ, proferiu palestra sobre o Laboratório, historiando o processo de sua criação, fruto do idealismo do Professor e cientista Aggeu Magalhães Filho, da UFPE, e do Professoe Keizo Asami, da Universidade de Keio, no Japão, falecido antes da inauguração, razão de o laboratório ter recebido o seu nome.
Na sua fala, o prof. Luís Bezerra de Carvalho informou ainda que o LIKA tem desempenhado importante papel científico e social realizando avanços tecnológicos no campo da prevenção e cura de doenças tropicais, através de descobertas de grande valor para a medicina. Evidenciou duas importantes contribuições do Laboratório, especificamente sobre amebíase e filariose. Relatou como se chegou a diferenciar em pesquisa de laboratório as formas patogênica e não patogênica da ameba, confirmadas em pesquisa de campo realizadas pela prof. Rosa (sócia e diretora da ANBEJ), no município de Macaparana. Sobre a filaria, doença parasitária que incha as pernas, a prof. Geruza Brinner levantou a hipótese e visualizou em ultrasonografia a dança típica da filaria no corpo humano, o que possibilitou a sua retirada com vida por processo cirúrgico e, assim, a configuração de sua estrutura.
Por fim, participou que no ensino os profissionais do LIKA dedicam-se à iniciação científica e na extensão, entre outras coisas, conquistou junto à JICA a instalação de um Third Country Trainning Program TCTP, sobre doenças tropicais, destinado a profissionais da área de saúde oriundos de países latino americanos e africanos de língua portuguesa ou espanhola. Hoje, o Curso Internacional sobre Doenças Tropicais já está em sua nona edição.
A Associação Paraense dos Bolsistas Japão-Brasil (ABJB) foi fundada em 25 de abril de 1988, com a missão de promover o fortalecimento dos laços sócio-culturais que unem o Brasil e o Japão, congregando todos aqueles que participaram de bolsas de estudos oferecidas pelo governo japonês, tais como JICA, antiga OTCA, Monbusho, Governo das Províncias e outros. A ABJB conta hoje com aproximadamente 350 associados, de diversas áreas e instituições.
A diretoria da ABJB para o biênio 2002-2004 encontra-se integrada por Yasuhiro Onishi (Diretor Presidente e representante da JICA); Cláudio Fabian Szlafsztein (Diretor Vice-Presidente); Dinaldo Rodrigues Trindade (Diretor Secretário); Ruth Helena Smith de Moraes (Diretora Financeira); Rosa Kamada Furukawa (Diretora Sóciocultural), e os membros do Conselho Fiscal, Yuji Ikuta e Armando Sawada.
Além de reunir e representar os bolsistas, a ABJB tem procurado divulgar os programas de treinamento técnico e estudos de pós-graduação do governo japonês, trabalhar para estimular a conscientização das entidades nacionais para a importância da renovação tecnológica no processo de desenvolvimento regional e concorrer para uma maior compreensão dos problemas e assuntos brasileiros e japoneses.
A ABJB utiliza diversos meios e procedimentos, entre os quais é possível destacar: a coordenação e divulgação de informações gerais técnicas, econômicas e estatísticas e a promoção de estudos, pesquisas e trabalhos de cooperação técnica científica e cultural. Nos últimos anos tem realiza
do, de forma independente ou em convênio, programas, seminários, cursos e outras atividades afins, nos âmbitos nacional e internacional. Entre eles, destacam-se nos últimos 2 anos:
“Treinamento aos Nikkeis” (JICA, ABJB e Associação Pan-Amazônia Nipo-Brasileira) - Informar sobre as modalidades disponíveis de treinamento; as atividades de cooperação técnica da JICA; o Programa de Treinamento Técnico no Japão; a “A experiência de vida no Japão e perspectivas profissionais na Região” e a ABJB - sua história, estrutura e importância no intercâmbio entre Brasil e Japão; II e III edições do Seminário Contribuição da JICA para o Desenvolvimento Regional, com o tema “Amazônia: Desenvolvimento Sustentável em Questão” - Importância do desenvolvimento sustentável, da cooperação técnica internacional para a região Amazônica e atividades que contribuem para uma qualidade de vida melhor; participação nos diversos eventos da “Semana do Japão”, em Belém, organização e participação de confraternizações e reuniões de apresentação de novos bolsistas, publicação e distribuição do jornal “ABJB Informa”, home page da ABJB (www.abjb.com.br).
O grande leque de atividades e a pouca participação do associado são problemas que a associação tem que administrar.
Propõe gestões para a retirada da restrição ao ex-bolsista da possibilidade de novos treinamentos e o reconhecimento dos cursos realizados no Japão sob a forma de créditos.
Registra a fundação em 2003 da Associação Amazonense de Bolsistas no Japão, Presidente - Paulo Ricardo Rocha.
Endereço:
Tv. Quintino Bocaiúva, 1588, Ed. Fiepe, Bl A, 2º andar, Belém, Pará, Brasil - CEP 66.035-190
Tels: (91) 241.3002, 241.3001 - Fax: (91) 241.0725
www.abjb.com.br, abjb@abjb.com.br
te mais antigo. Referindo-se a observação de Valle, acha que a JICA percebeu a tendência e vai trabalhar na linha do terceiro setor, tanto que ele já está em missão, divulgando programas de cooperação japonesa na América Latina. No Encontro, pretende repassar a experiência da ABJICA em se antecipar e buscar parcerias.
Cláudio, da ABJB do Pará, expressou seu desejo de absorver a experiência das demais associações e repassar a realidade da Associação do Pará. Acrescentou que a ASJB é aberta aos bolsistas da JICA e de outras instituições, como as das Províncias e Monbucho.
Yamada, da APEAX do Paraná, disse entender que as dificuldades das associações são comuns, tanto no que se refere à participação dos associados como aos apoios e que o Japão considera, hoje, o Brasil um país em desenvolvimento, por isso os projetos vêm diminuindo.
O Cônsul Moshizuki encerrou a sessão agradecendo o convite e reafirmando o interesse do Governo do Japão, em aumentar o intercâmbio com o Brasil, que pode ser via JICA ou outra instituição. Avaliou que os problemas da JICA são comuns às demais instituições japonesas como o Ministério da Educação e outras. Agradeceu a boa vontade das associações em contribuir com este intercâmbio e desejou êxito ao Encontro. Ao final, transmitiu aos presentes o convite do Cônsul Geral, Susumo Shibata, para uma recepção naquela noite, na residência oficial do Consulado, em homenagem aos participantes do Encontro.
A Presidente da ANBEJ, anfitriã do evento, abriu os trabalhos do X Encontro com palavras de boas vindas aos representantes das associações co-irmãs presentes e saudando a todos. Em seguida, citou uma reflexão de Einstein: “Impossível fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes”, bastante apropriada para a ocasião. Continuando, realçou a disposição das associações de realizar às próprias custas o Encontro, interpretando o fato como uma demonstração da vontade de se reunir e trocar experiências e da confiança nos seus resultados. Reafirmou a oportunidade do encontro e a necessidade de uma releitura sobre o papel atual das associações, especialmente considerando o cenário atual de mudanças.
Sobre a dinâmica do evento, Zélia esclareceu que este fora programado para desenvolver-se em duas partes: a primeira aberta, com a participação do Consulado, JICA e MRE/DCE; e a segunda exclusiva, só nossa, onde cada associação teria espaço próprio para contar suas histórias, relatar seus problemas e oferecer contribuições, reservando-se ao final um momento de trabalho em grupo, para bater uma bola e chegar às conclusões do Encontro. Em seguida, convidou as associações a compartilharem da sessão de abertura, expressando cada uma suas expectativas com relação ao Encontro.
Iete, Vice Presidente da ASSBJ/ Santa Catarina, principal articuladora do Encontro, disse estar muito feliz por encontrar-se em Recife, fez uma correlação entre a ASBJ/SC e a ANBEJ, entre ela e Zélia pelo espírito guerreiro e batalhador, fruto das suas raízes pernambucanas, revelando-se preocupada com as dificuldades que vêm enfrentando, daí considerar importante a discussão e reavaliação do papel atual das associações.
Valle, da ASSBJ/ Rio Grande do Sul, sugeriu que fossem considerados três momentos: passado, presente e futuro. Referiu-se ao governo passado que acenava para o terceiro setor, e que a JICA e a JETO estão mudando de postura. Recomendou que para o futuro fossem considerados tanto os movimentos positivos como os negativos e lembrou que estratégia é a arte de transformar obstáculos em oportunidades.
Tachibana, da ABJICA-SP, disse ser o participan