Protocolo de Intenções
O
X ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DOS EX-BOLSISTAS DO JAPÃO, realizado no Recife entre 20 e 23 de novembro de 2003, sob a coordenação da Associação Nordestina de Ex-bolsistas e Estagiários no Japão ANBEJ, teve como finalidade a troca de experiências, o debate sobre problemas que afetam as associações, bem como uma avaliação do desempenho de cada uma delas, visando a delinear os seus respectivos papéis num futuro próximo.
A atuação das associações avaliadas durante as reuniões demonstrou o amadurecimento e o avanço das entidades, como também a consciência de que suas atividades muito têm contribuído para a divulgação da cultura japonesa e o fortalecimento das relações Brasil - Japão, além de manter vivos os laços de amizade criados com a permanência dos bolsistas naquele país.
O interesse e o compromisso demonstrado por todos durante o evento, além da decisão das associações de realizar o Encontro com recursos próprios, revelam a seriedade e a dedicação com que têm sido conduzidos seus objetivos e parcerias com a JICA, consulados e outras instituições. Evidenciaram também a necessidade urgente de reformulações, a fim de adequarem-se às mudanças conjunturais, tanto internas como externas, especialmente no âmbito da JICA.
Considerações iniciais
As associações surgiram do desejo dos ex-bolsistas e da JICA em manter ativo os laços de amizade adquiridos no Japão. Estímulos e esforços têm sido dispensados com este objetivo. Trata-se de uma atividade de interesse recíproco. Ao longo da história de cada associação, dos consulados e da JICA, necessárias mudanças e reformulações ocorreram. As alternâncias administrativas e a renovação de gestões produzem fases diferenciadas que requerem adaptações freqüentes.
Papel atual das associações
- Ampliar parcerias, a fim de possibilitar
diversificação das atividades.
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Preservar as especificidades de cada associação, trocar experiências e uniformizar objetivos comuns.
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Congregar os bolsistas e ex-bolsistas do Japão, promovendo o fortalecimento dos laços sócio-culturais que unem o Brasil e o Japão, objetivando dar continuidade e incremento às relações entre os dois países.
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Manter as parcerias com a JICA, os consulados e outras instituições japonesas e brasileiras para a consecução dos seus objetivos: divulgação das oportunidades de bolsas e cooperação técnica, assistência a candidatos e bolsistas selecionados, promoção de eventos técnicos e culturais.
Propostas de atuação das associações
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Agilizar e ampliar o processo de divulgação dos treinamentos em grupo, encaminhando as listas para os associados, instituições e interessados, a fim de possibilitar a conquista de novos candidatos e melhorar a eficiência da cooperação técnica.
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Melhorar a assistência aos candidatos e bolsistas selecionados para um máximo aproveitamento na seleção e no treinamento no Japão. Utilizar recursos produzidos pelas instituições ou associações.
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Promover palestras, seminários, workshops, cursos com os treinados no Japão para que repassem seus conhecimentos e experiências para a sociedade/ comunidades, logo após o seu retorno.
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Rever as restrições quanto à idade e a novo treinamento.
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Informar à associação correspondente, logo que o bolsista seja selecionado, com dados gerais para contato.
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Dar às associações oportunidade de opinarem sobre a seleção dos cursos a serem oferecidos ao Brasil, visando a otimizar a participação dos brasileiros nos cursos no Japão.
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Realizar mesas redondas com os treinados nas áreas de interesse mútuo.
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Estimular a formação de um programa de premiação de melhor trabalho encaminhado para o comitê de análise, resultante da cooperação Brasil-Japão, incentivando a prática de apresentação de relatórios.
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Estimular a criação de páginas das associações na internet que permitam “linkar” as informações da cooperação técnica da JICA.
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Apoiar financeiramente as associações e seus projetos.
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Prestigiar os próximos encontros das associações e retornar o apoio financeiro aos eventos, ressarcindo as associações, pela realização do X Encontro Nacional das Associações de Ex-Bolsistas do Japão.
Reivindicações ao MRE/DCE
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Abrir canal de comunicação com as Associações de Ex-Bolsistas, a fim de melhorar os procedimentos e as performances dos candidatos.
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Disponibilizar em meio de comunicação ou informar às associações correspondentes, os nomes e estados dos candidatos e respectivos cursos.
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Viabilizar meio que possibilite às associações influenciar sobre as áreas prioritárias dos cursos que interessam aos seus estados.
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Desenvolver gestões no sentido de validar os cursos realizados no Japão (sistema de créditos).
Conclusões Finais
O Encontro foi avaliado por todos como de grande importância para o momento. As proposições e reivindicações apresentadas neste documento foram consenso entre os presidentes e diretores das associações que deliberaram entregar à JICA e ao MRE/DCE, a CARTA DO RECIFE, subscrita pelos abaixo assinados:
Associação Paraense dos Bolsistas do Japão ABJB, Claudio Szlafsztein; Associação de Cooperação Técnica Brasil-Japão - ACTBJ, Silvia Rabello; Associação dos Bolsistas da JICA ABJICA/SP, Tochi-Ichi Tachibana; Associação Paranaense de Ex-Bolsistas Brasil-Japão APAEX; Kencho Yamada, Associação Sul Brasileira de Bolsistas no Japão ASBBJ Santa Catarina. Iete Arruda Salomé; Associação Sul Brasileira de Bolsistas no Japão ASBBJ Rio Grande do Sul, Francisco Antônio Montadori Valle; Associação Nordestina dos Ex-Bolsistas e Estagiários no Japão ANBEJ, Zélia de Faria Neves.
Recife, 21 de Novembro de 2003.
No período de 20 a 23 de novembro de 2003, foi realizado no Recife, Pernambuco, o X Encontro Nacional das Associações de Ex-bolsistas do Japão, tendo como tema principal o debate sobre O papel atual das associações de ex-bolsistas do Japão, numa releitura sobre as funções e a importância das associações brasileiras. Foi um momento de troca de experiências, identificação de dificuldades, esclarecimento sobre questões de interesse comum, busca de soluções e de novas propostas. Importante dizer que foi um rico momento de relacionamento pessoal. Deixou saudades!
A diretoria da ANBEJ se empenhou para que o Encontro acontecesse em ambiente acolhedor e descontraído, propício a uma real troca de experiência. Com a ajuda da informática, organizou uma programação compartilhada e fez coincidir a data com a da VII Feira Japonesa do Recife, para que os visitantes pudessem conhecer e participar deste grande evento criado e organizado pela ANBEJ. Foi um desafio, considerando o acúmulo de providências e o fato de as associações terem arcado com as despesas do Encontro.