






X Encontro Nacional de Associações de Ex-Bolsistas do Japão
O Recife estará sediando o X Encontro Nacional de Associações de Ex-Bolsistas do Japão, no período de 20 a 23 de novembro próximo, cujo tema será: “O papel atual das Associações Brasileiras de Ex-Bolsistas do Japão”. A ANBEJ, coordenadora do evento, escolheu esta data para que os representantes das associações brasileiras de ex-bolsistas tivessem a oportunidade de participar da nossa Confraternização Anual, dia 22 e Feira Japonesa, 23. Uma semana de muitas atividades.
Serão dois dias - 20 e 21 - dedicados a reuniões internas, o sábado 22 livre para passeios, sendo a noite reservada para compartilhar o jantar de Confraternização Anual da ANBEJ e, no domingo 23 participar da VII Feira Japonesa do Recife. A diretoria da ANBEJ esta se empenhando na organização do evento e espera que este seja um momento significativo para as associações e para os novos e ex-bolsistas, especialmente nesta hora em que a JICA passa por reformas que se refletem no programa de bolsas e apoio às associações.
Este será o décimo encontro. O primeiro e o segundo foram no Sul: 87 em Curitiba e 89, em Porto Alegre. O terceiro encontro, em 90, foi no o Nordeste, de saudosa memória, seguindo-se Rio de Janeiro, em 91, com o quarto encontro; Brasília em 92 e São Paulo em 93, com o quinto e sexto encontros, respectivamente. Em 94, houve uma pausa para, em 95, serem realizados o sétimo encontro de associações brasileiras em Belém do Pará e o primeiro encontro de associações latino-americanas em São Paulo. Segundo Harry, do Rio Grande do Sul, reinicia-se, em 96, no sul, uma segunda rodada novamente com Curitiba e Florianópolis, em 98, realizando os oitavo e nono encontros. Agora volta ao Nordeste, que espera de braços abertos os colegas das demais associações brasileiras para trocarmos idéias
95 Anos da Imigração Japonesa para o Brasil
Em 18 de junho de 1908, quando japonês ainda era grafado com “Z”, 781 imigrantes japoneses chegaram ao Brasil, no navio Kasato-Maru, contratados para trabalhar na lavoura de café, em São Paulo. Não encontrando o que esperavam, eles começaram a formar parcerias, cooperativas, adquirir pequenas terras e com a força de seus trabalhos, conquistaram espaço.
No Nordeste, mais precisamente em Recife, os que aqui chegaram o fizeram casualmente, em1918, com Asanosuke Gemba e o seu filho Matsuichi Gemba. Este, 1925, foi se estabelecer em Belém do Pará. Também em Pernambuco, Heiji Hirakawa, foi pioneiro em plantação de flores e de morango. Outros o seguiram posteriormente.
Contudo, só com o fim da 2a Guerra é que os “nikkeis”, ou seja, os descendente dos imigrantes “isseis”-, deixaram de ser apenas mão-de-obra barata e, por exigência de acordos bilaterais, passaram a ser ,mais escolarizados.
No Brasil, o extremo oriente fica em São Paulo, no bairro da Liberdade, encravado bem no centro onde as ruas têm decoração típica do País do Sol Nascente, centenas de lojas e mercearias nas quais se pode adquirir produtos japoneses, dos mais simples aos mais sofisticados. Lá, ouvem-se também japoneses falando seu próprio idioma. Hoje, a comunidade tem aproximadamente 1,5 milhão de pessoas que trabalham nos mais diversos campos de atividades. Nos anos 80, surgiu o movimento dos chamados “dekasseguis” que já somam 270 mil. Estes são descendentes de japoneses que vão trabalhar no Japão e de lá enviam dinheiro para o Brasil, a fim de adquirir casa própria e outros investimentos.
A penetração japonesa se faz presente em diversos segmentos da nossa economia. Destaque-se a culinária japonesa, cujo “sushi”, virou mania brasileira; a agricultura”, com destaque para a plasticultura e a hidroponia, desenvolvidas pelos nisseis; a publicidade, o mangá, tradicionais quadrinhos japoneses que influenciam meio mundo e vários esportes brasileiros, como o judô e o tênis de mesa, cujo intercâmbio Brasil-Japão tem sido fundamental.
Se prestarmos atenção ao nosso dia-a-dia, veremos o quanto essa presença é efetiva. Para exemplificar citemos as marcas YAKULT, YOKI, AJINOMOTO, HONDA ,TOYOTA, entre tantas outras.
Várias comunidades japonesas se espalham atualmente pelo Nordeste, haja vista as inúmeras Associações aí existentes três em Pernambuco; oito na Bahia; uma no Rio Grande do Norte e uma em Sergipe.
Portanto, a presença no País da figura de olhos amendoados é marcante.
Taiko - tradição milenar do povo japonês
Sakura-símbolo nacional do Japão
SAKURA, ou cerejeira, árvore e flor, é símbolo nacional do Japão. É considerada sagrada e mensageira da felicidade.
Efêmera, floresce só uma vez no ano e dura apenas uma ou duas semanas, cada. Admirada e cultuada por todos, na época do seu florescimento, são realizadas as festas, hanami (ver as flores), ao ar livre e sob suas copas deslumbrantes, reunindo amigos e famílias inteiras em momentos de grande alegria e fraternidade. É objeto de inspiração para fotógrafos, pintores, escultores, artesãos, entre outros.
No outono, perde totalmente as folhas, enfrentando o inverno com os galhos nus numa preparação para o desabrochar na primavera japonesa, entre março e abril. São várias espécies que vão do vermelho ao branco, passando pelo rosa (mais comum) e o pêssego. Cada região é famosa por sua particular espécie de “sakura”, e realiza seus próprios festivais. Estima-se existirem no Japão cerca de 200 espécies e um número infinito de exemplares encontrados em jardins e parques públicos ou privados, além de templos e paisagens naturais.
Pela tradição japonesa, o chá de suas pétalas é servido em ocasiões festivas e rituais de casamento. Os samurais comparavam suas vidas curtas às das cerejeiras e consideravam uma glória morrer em campo de batalha coberto por pétalas dessa flor sagrada. No Teatro Kabuki, a presença de cenário com motivo de cerejeira, prenuncia uma tragédia ou ação de vilão.
No movimento pop japonês, a sakura vem inspirando várias histórias e personagens do mangá e ânime. A mais popular, “Sakura Card Captors”, é a história de uma menina doce e gentil que recebeu este nome de sua mãe Nadeshiko que gostava muito de flores. Sakura tem poderes mágicos e passa a vida dedicada à captura das cartas de um baralho a fim de transformá-las, todas, em “cartas sakura” e assim conquistar a paz no mundo.
Não é a cerejeira japonesa quem produz o fruto cereja, nosso conhecido.